Brasília, 21 de Julho de 2018
  
 
COMPRAS NOS ESTADOS UNIDOS

Para Fazer Boas Compras nos Estados Unidos
Boa leitura e boas compras!
Na Maioria das vezes comprar algo nos Estados Unidos será bem mais barato que no Brasil. É só fazer as contas: é uma oportunidade que não se pode perder. A negócio ou a lazer, o passageiro brasileiro sempre tem uma listinha própria, da família, dos colegas de trabalho. Grávidas então...Há os que se habilitam a comprar coisas mais corriqueiras, como itens de higiene e beleza, ou acessórios para a casa, devido à qualidade maior e o preço absurdamente menor. Mas...como proceder ao fazer compras no exterior?

É simples. Basta prestar atenção na legislação brasileira, declarar quando o produto for acima da cota permitida e aproveitar uma das melhores épocas para compras nos Estados Unidos. Por lá, somos mais que bem vindos. Muitas lojas e shoppings já têm funcionários falando português e espanhol, de olho nos compradores brasileiros. E ao contrário do Brasil, lá turismo e compras são indústrias que caminham juntas. Espere, portanto, muitas facilidades, como transfers gratuitos para malls, descontos especiais para estrangeiros, centros de informações com mapas em português, brindes e ofertas especiais, parcerias com hotéis e outros fornecedores e boa acolhida.
Aqui trazemos dicas especiais para que suas compras sejam facilitadas e otimizadas nos Estados Unidos. E destacamos alguns ícones americanos quando o assunto é comprar.

Fazendo Conta

1. Sem contar o custo da viagem (lazer ou compromisso de trabalho), é preciso ficar atento para itens que alteram o preço final de cada produto comprado. Os produtos sempre têm uma taxa a mais que é cobrada no caixa, variando de 6% a 9%, de acordo com o Estado visitado. Alguns destinos, como a Lousiana e o Texas, devolvem as taxas ao turista na saída do Estado, em postos que requerem uma certa burocracia (só vale a pena mesmo quando os valores forem muito altos ou no caso de alguns Estados que não cobram taxas de roupas, Nova York, Minessota e Nova Jersey, em compras de qualquer valor).

2. As compras no cartão de crédito são taxadas no Brasil em 6% (IOF). Os brasileiros estão se acostumando a levar dinheiro vivo (mais arriscado) ou o cartão pré-pago(Visa, Master ou Amex), que é usado como cartão de débito e permite saques em caixas eletrônicos(há uma pequena taxa para saques) e, que pode ser recarregado do Brasil, caso haja necessidade.

3. Escolher um bom hotel é essencial. Porque oferece mais segurança, tem cofres maiores nos quartos e sempre tem de se passar na recepção para chegar ao quarto. Não adianta economizar no hotel, pagando US$50 por dia, e depois perder milhares de dólares de compras em assaltos ou furtos. Faça sua compras mais valiosas no final da viagem e, nada de ficar desfilando com objetos de valor durante a estadia. Brasileiros costumam ser alvos de bandidos especializados em furtos/roubos de eletrônicos, dinheiro e passaporte...Muita atenção.

4. O mesmo vale para a escolha de um bom carro na viagem. Se o objetivo é fazer muitas compras, opte por modelos com amplos porta-malas, para evitar o acúmulo de sacolas no banco de trás e também para caber suas malas na hora de ir embora. Alugue o carro com GPS para não se perder. Nos shoppings opte, sempre que possível, pelos serviços de valet ou estacionamento vip. É mais seguro e o valor fica entre US$10 a US$20. Muitos estacionamentos têm convênios de descontos em lojas. Confira sempre se trancou bem o veículo.

Tempo

5. Vai para Orlando com as crianças? Férias em Nova York? Explorar a Costa Oeste Americana? Se for um brasileiro nato, reserve tempo para as compra. De preferência um ou dois dias inteiros, que não incluam outras atividades. Cansa menos e ajuda a completar a listinha do que comprar. Isso aliás é fundamental: faça uma lista e planeje os locais que irá visitar.

6. Nos shppings e lojas, se está em grupo, estipule um tempo para todos se encontrarem. Melhor cada um cuidar das suas compras do que o grupo inteiro ficar andando junto. Mas se está sozinho, caminhe com tranquilidade. Em ambos os casos não se pode esquecer o foco: a lista!

7. Parques temáticos, hotéis, teatros, atrações, museus, restaurantes. Nos Estados Unidos, sempre há o que se comprar em qualquer lugar. Portanto, sempre reserve ao menos 15 minutos para uma olhada na lojinha. As lojas dos parques, dos museus, como o Mona ou o de História Natural, em NY, ou de restaurantes como o Hard Rock café, sempre têm artigos bem interessantes e muitas vezes únicos.

Localização

8. Antigamente, os turistas tinham que dirigir horas até chegar a um shopping outlet, que oferece produtos com descontos. Hoje, há praticamente um em cada esquina (de rodovias, claro) e até lojas especializadas nesse tipo de produto nas grandes cidades. A lazer ou a negócios, pesquise antes de viajar o que há por perto de seu hotel. Sempre haverá um shopping tradicional (pelo menos), uma rua ou área de compras, um outlet a cerca de meia hora (ou menos) e aqueles bolsões de lojas no meio das estradas, com algumas âncoras como Best Buy, Marshalls, Home Depot, Walmart, Target, Old Navy, Michaels, entre outras. Farmácia, então, há uma em cada esquina.

9. Alguns shoppings são tão perto dos hotéis que há shuttle (serviço de transfer) gratuito, a partir deles(todos os hotéis ao redor do Sawgrass Mills, a meia hora de Miami Beach, por exemplo, oferecem o serviço).
O mesmo vale para alguns aeroportos. O de Newark(NJ), por exemplo, tem transfer para o Jersey Gardens, um dos melhores shoppings outlets dos Estados unidos. Portanto, em se tratando de compras nos Estados Unidos, não há hotel mal localizado. Basta pesquisar que sempre haverá algo bom por perto.
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Regras

10. O brasileiro que viaja pela primeira vez ao exterior tem de saber que existem regras e elas têm de ser respeitadas, como no nosso País. Por exemplo: guardar lugar na fila de parques para todo um grupo. Isso é visto com maus olhos pelos outros visitantes e muitas vezes não é permitido. Na hora de fazer compras, muita atenção:

• Há taxa de 6% a 10% sobre o preço marcado;
• Guarde sempre o recibo da compra para futuras trocas ou desistência da compra, sem a cobrança de qualquer taxa;
• Se um produto que você comprou entra em liquidação e você ainda está na viagem, leve a nota e será reembolsado com a diferença. A lógica é simples, se ainda está no prazo de troca e não foi usado, o produto pode ser devolvido e com o dinheiro o usuário compra o item na liquidação;
• As leis são rígidas para furtos e roubos. Não importa o valor.

Economize Mais

11. Shoppings outlets são os templos de desconto, pois vendem coleções passadas. Assim que uma nova coleção é lançada nas lojas tradicionais, as passadas seguem para os outlets.
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12. Todos os outlets dispõem de mais benefícios na hora de economizar:

• Visitantes Vips recebem cupons de desconto extra, mas que também podem ser comprados (de US$5 a US$10 o livrinho com vários) nos balcões de atendimento ao cliente (customer service ou gest relations);
• Hotéis, locadoras e outros fornecedores, como agências de viagens e operadoras no Brasil, também podem oferecer esses cupons aos seus clientes.
• Além de venderem por preços menores, os outlets também fazem promoções, principalmente perto de feriados como Thanksgiving (novembro, com destaque para a Black Friday, quando as lojas abrem meia-noite), Memorial Day, Eastern (Páscoa)...Fique atento às vitrines;
• Algumas araras possuem uma placa de desconto extra. Preste atenção. São descontos sobre o preço promocional e geralmente são validados no caixa;
• As tradicionais araras de “sale” também existem nas lojas dos outlets.

13. Nos shoppings tradicionais e nas lojas de rua, fique atento às promoções festivas (feriados), liquidações sazonais (fim de estação, antes de as roupas irem para os outlets) e às araras no fim da loja ( “sale” ), que sempre têm itens com desconto. Fique atento ao aviso “final sale”, que não permite a troca de mercadorias.

14. Algumas lojas dão de 10% a 15% de descontos a mais para quem tem o cartão da marca, mas geralmente só vale para quem mora nos EUA. Não perca tempo preenchendo cadastros. Diga: não moro aqui.

15. Já a Gap tem uma bolsa ecológica, reusável, que dá 10% de desconto em cada compra, toda vez que o comprador leva a sua sacola ao pagar a conta.

16. Na rede de loja Macy’s, estrangeiros recebem um cartão que dá de 10% a 15% de desconto em toda a compra (com poucas restrições de produtos). Basta passar no Guest Relations ou Costumer Service e mostrar o passaporte, para comprovar que não é americano.

17. Ingressos de atrações, o CityPass e outros passeios também rendem cupons de descontos com lojas parceiras.

Comodidade

18. Os brasileiros já descobriram que é muito fácil e seguro comprar pela internet e mandar entregar no quarto do hotel. Mas isso requer atenção:

• Assegure-se de que a loja é renomada e o site seguro antes de usar o cartão de crédito internacional;
• Graças aos brasileiros, os hotéis já estão cobrando uma taxa por pacote recebido, pois alguns tiveram que criar um departamento para manusear as entregas. Saiba antes que taxas são estas, pois pode não valer a pena;
• Fique atento ao período da sua viagem, os serviços de entrega nos EUA são muito bons, mas não são raros os problemas meteorológicos que atrasam ou cancelam voos.

Bagagem

19. O Brasil é um dos países com maior franquia de bagagem: duas malas de 32 quilos ou 70 libras (pounds) para cada passageiro. Na classe executiva, geralmente são três malas. Mas você pode trazer quantas malas quiser, basta pagar (de US$75 a US$225 por mala). Malas acima de 50 libras ganham a etiqueta de ‘heavy” (pesado). Malas acima de 70 libras não são aceitas em voos de passageiros. Você terá que tirar parte do peso e colocar em outra mala ou mesmo levar na mão, se não estiver com muitas sacolas. E atenção para voos domésticos, as regras são mais rígidas e há companhia que cobra até pela primeira mala, mas se o seu bilhete doméstico está atrelado ao internacional, não há problema, vale a lei internacional. Porém se você comprou trechos separadamente, em empresas low cost, por exemplo, ou se você vai fazer mais de um trecho interno na viagem, provavelmente terá que pagar mais pelo despacho da bagagem.

20. Cuidado com os itens proibidos de se levar a bordo. Tudo que é de vidro, e portanto, frágil, deve ser despachado. Jamais despache em malas seus objetos de valor tais como joias, dinheiro ou documentos. Leve-os em sua bagagem de mão. Não leve em sua bagagem de mão objetos metálicos ou perfurantes, pois com certeza serão confiscados quando você passar no detector de metais, devido às medidas de segurança. Coloque tudo, protegido, nas malas despachadas
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21. Muitas vezes, declarar os itens na Alfândega brasileira é mais vantajoso que comprar no Brasil ou, pior, “ser pego” e pagar multa muito maior. Ter os itens legalizados também evita dores de cabeça. O formulário de declaração é distribuído no voo de volta e só precisa preenchê-lo quem for declarar e pagar imposto.

Dicas Práticas

22. O ideal é experimentar tudo que se compra. Os eletrônicos devem ser ligados no hotel ou durante a viagem. As roupas, pode-se experimentar nas lojas e depois, com calma, no hotel. Algo errado? A troca é imediata e garantida. Para roupas, vale atentar para os alarmes que às vezes os vendedores esquecem de tirar.

23. As medidas de roupas são diferentes e entre as marcas um XL (Extra Large) pode ser o L (Large) de outra. Há marcas, especialmente de surfe e para jovens, em que tudo é um pouco maior que no Brasil. Os mais gordinhos se fazem nos EUA, há vários X adicionados antes do L. Mas geralmente um XL resolve o problema. Também os pequenos, pois XS é muito comum, principalmente para as mulheres. Para as crianças, a dica é experimentar na hora ou levar as medidas exatas e comprar um pouco maior. No caso de sapatos, leve a forma do pé, desenhada em uma folha de papel, por exemplo. As calças têm uma numeração extra, que diz respeito ao comprimento (36X30 quer dizer que é 36 de cintura e 30 de comprimento). Também as camisas sociais masculinas têm o tamanho do colarinho e das mangas. Portanto, vale experimentar para garantir o tamanho ideal.

24. A internet pode ajudar a encontrar o produto e modelo certo, especialmente de eletrônicos. Lojas como a Best Buy permitem a compra pela internet, com retirada do produto em uma loja física. Também vale navegar bastante para consultar e comparar preços.

25. O Brasil é um dos poucos países do mundo com free shop de chegada, permitindo a compra de US$500 sem impostos. Reserve o produto que quiser ou veja na internet se há disponibilidade, e já tire da lista itens como perfumes e bebidas. Chocolates também têm bom preço nas lojas brasileiras.

ÍCONES (para brasileiros)

Você não pode deixar de visitar:

• Abercrombie & Fitch – As roupas que os adolescentes mais almejam atualmente. E também o público GLS;
• Apple – os gadgets mais despojados do planeta;
• B&H – Agora uma mega loja em Manhattan, com tudo;
• Bed, Bath & Beyond – Tudo para cama, mesa e banho, e muito mais;
• Best Buy – Eletrònicos, eletrônicos, eletrônicos;
• Duane Read – As famosas farmácias de NY. Tem uma em cada esquina, competindo com o Starbucks, o endereço do wi-fi grátis para checar o endereço certo das lojas;
• Fry’s – Loja de eletrônicos, que os aficionados acham melhor ainda que a Best Buy, mas em menor número;
• J&R – Eletrônicos em NY, tem uma loja no downtown e uma express dentro da Macy’s;
• Macy’s – Para passar horas vendo as seções. Em NY, são andares e andares de tentações únicas, além de ótimos preços e 11% de descontos para estrangeiros. Para isso deve-se pegar o cartão de descontos no Guest Service, mostrando o passaporte;
• North Face – É a mais buscada para casacos de frio e caiu no gosto dos brasileiros. Quer andar na moda? Use North Face;
• Toys’R Us (com a variação Barbies ‘R Us) – Brinquedos e tudo para crianças e bebês. Melhor não levar a criançada junto para as compras...
• Uniglo – Marca japonesa que faz sucesso em NY, assim como a europeia H&M
• Walgreens – Tudo que se busca em farmácias e drogarias;
• Walmart ou Target – Supermercado misturado com uma espécie de Lojas Americanas.

26. O free shop de saída também permite que os passageiros brasileiros façam compras, mas esses itens entrarão em sua cota de US$500 isentos. Uma boa oportunidade de levar um presente para algum amigo ou parente que está nos EUA. Mas cuidado com alimentos perecíveis e alguns itens proibidos de entrar no país.

27. Se comprar bebida no free shop ou no avião, a caminho dos Estados Unidos, lembre-se que, se ainda tem um voo interno, tem que colocar as garrafas na mala despachada para o trecho doméstico, pois garrafas vindas do Exterior não são permitidas a bordo.

28. Comprar a bordo dos voos de/para EUA também pode ser uma boa, especialmente perfumes e kits de maquiagem, além de brinquedos com o tema de aviação e pequenos presentes. Vale dar uma olhada no catálogo disponível a bordo. As empresas americanas só aceitam cartão de crédito. Algumas, vale lembrar, cobram por bebidas alcoólicas e, nos voos domésticos, também pelos fones de ouvido. Mas também há serviços muito bons nos voos domésticos, como internet, canais de entretenimento, TV ao vivo e até comida diferenciada. Portanto, o cartão de crédito internacional é bastante útil a bordo dos voos.

29. E fazer compras em aeroportos americanos? Vale a pena? Em alguns casos, sim. Nas lojas duty free as compras são entregues na porta do avião, para se ter certeza que a venda é para um passageiro internacional, mas alguns aeroportos têm boa qualidade de lojas dentro e fora da área de embarque. Orlando e Miami são ótimos exemplos. No primeiro há lojas dos parques temáticos e muitas outras “lojas de shopping”. Em Miami, devido ao tamanho do aeroporto, as lojas ajudam a passar o tempo nas longas conexões. Aeroportos grandes como Dallas/Fort Worth, Atlanta, Los Angeles e Chicago também têm boas opções de compras. Nova Iorque funciona diferente, com diversos terminais isolados, então, às vezes se embarca em um local sem muitas alternativas, depende da companhia aérea.

Pronto! Esperamos que com estas dicas , a sua viagem e suas compras nos EUA, sejam facilitadas e otimizadas.